Page 104 - RETALHOS DE UMA VIDA
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Retalhos de Uma Vida
A árvore de Natal só era armada alguns dias antes do dia
25. A festa também era grande, pois os pequenos também
participavam deste evento.
Tudo isso sem falar na minha produção de mamãe Noel.
Confeccionava bonecas de pano para as meninas, e para os
meninos esculpia madeiras fazendo caminhões carros e outros
brinquedos. Houve um ano que fiz até uma cidade de faroeste,
toda feita com palitos de sorvete e palitos de churrasco. Os
meninos vibraram de alegria. Tinha o saloon com porta
igualzinha ao original, e até cadeia.
Para as meninas chegava a fazer bonecas quase do
tamanho delas. Cada ano encontrava novos moldes e uma nunca
era igual à outra.
Amava ficar apreciando a alegria de todos quando os
presentes eram trocados.
Nesta época, minha casa se transformava em um grande
salão de festas. Aqui se reuniam a minha família, a família de
meu marido e os agregados, amigos que não tinham com quem
compartilhar esta data.
Na véspera, fazíamos uma grande ceia e logo em seguida
os mais jovens colocavam músicas na vitrola e partiam para a
dança. Geralmente, se transformava em carnaval que só
terminava ao raiar do dia.
O dia 25 para mim era de grande faxina. Pois a sala teria
que estar limpa até à hora do almoço, pois todos voltariam para
terminar de comer a grande quantidade de pratos que havia
sobrado da ceia.
A máquina de lavar pratos não parava de funcionar. Mas,
querem saber? Tudo isso para mim era vida, alegria e nunca
reclamei do trabalho. O prazer era maior do que tudo.
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