Page 171 - RETALHOS DE UMA VIDA
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Maria “Nilza” de Campos Lepre


                          COSTURANDO A VIDA. (06/04/2018)

                  Minha mente nunca para de analisar os caminhos pelo qual
            trilhamos.
                  Ontem enquanto costurava no "overloque" algumas peças
            que irão compor os enxovaizinhos distribuídos pela “Meimei” de
            Araraquara  a  gestantes  carentes,  como  sempre  faço,  fiquei  a
            imaginar como serão as criancinhas que irão usar estas peças que
            faço com tanto amor e carinho!
                  Sem que eu percebesse, minha mente entrou em um mundo
            onde só existiam pequenas criaturas à espera de adentrar a este
            mundo louco no qual vivemos. Milhares de bebês de todas as
            raças  e  cores  se  misturavam  em  uma  sinfonia  de  choros,
            gugudadás e sorrisos.
                  Parei e comecei a analisar cada um deles e percebi que não
            havia nenhuma diferença, todos tinham o mesmo potencial de se
            tornarem pessoas boas e corretas.
                  Não levavam dentro deles nenhum traço de maldade ou
            desonestidade. Eram seres de alma pura e cristalina. Nenhum
            deles tinha uma marca ou vestígio do que se tornariam depois de
            seu nascimento.
                  Meu celular tocou e me arrebatou deste devaneio louco.
                  Voltei a minha costura e pensei:
                   "  Quando  nascemos  somos  todos  iguais,  o mundo  e  as
            pessoas é que vão contribuir para que sejamos de boa ou má
            índole."
                  Somos afinal fruto de uma sociedade que, às vezes é mãe,
            e em outras é madrasta.







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