Page 187 - RETALHOS DE UMA VIDA
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Maria “Nilza” de Campos Lepre
O PERNILONGO. (20/03/2021)
Às quatro horas da madrugada, acordei com aquele zunido
perturbador de um pernilongo querendo sugar o meu sangue.
Levantei-me, e antes de ir até o banheiro, espirrei um
pouco de inseticida para ver se ele ia embora, mas me enganei.
Foi só eu me deitar e lá estava ele zunindo cada vez mais alto em
meus ouvidos.
Resolvi passar um pouco de repelente para ver se ele se
acalmava, mas nem assim adiantou.
Como não conseguia mais pegar no sono, resolvi me
levantar. Fui para minha poltrona, que é muito confortável e tem
até motor para fazê-la deitar e levantar, mas que, ultimamente,
tenho-a apelidado de “Poltrona do Castigo”. Isso porque faz mais
de anos que ela tem sido o meu refúgio. Devido aos problemas
que tive durante esta pandemia, é ela que tem me socorrido. Mas,
mesmo com todo conforto, a falta de mobilidade acaba cansando
qualquer pessoa.
Acomodei-me e parti para a briga com o impertinente
pernilongo.
Não ganhei a guerra, mas este episódio serviu para que eu
começasse a fazer comparações entre este famigerado e o Covid-
19 que ataca toda a humanidade.
Eles são oportunistas, pois faz muito tempo que nenhum
inseto me atacava. Tenho ficado sempre dentro de minha casa e
mais especificamente em meu quarto. Pouquíssimas vezes saio,
isto quando é necessário, sempre para consultas ou exames
médicos.
Fazia muito tempo que nenhum pernilongo se aproximava
de mim, mas bastou um descuido e ei-lo aqui.
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