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Retalhos de Uma Vida
CECÍLIA E ATÍLIO. (31/07/2014)
Cecília, uma de minhas queridas cunhadas, era filha do
primeiro casamento de minha sogra, que ficara viúva antes de
conhecer meu sogro, seu segundo marido. Na ocasião, tinha
quatro filhos pequenos para acabar de criar: Sofia, José, Cecília
e Victorino, estes eram os nomes dos quatro. Com meu sogro, o
italiano José Palamone Lepre, teve mais sete filhos: Luís, que
faleceu aos dois anos de idade, Pasqualino, Joana, Ivete, Ivone,
Oscar e Arnaldo.
Sofia havia se casado e não morava mais em Araraquara, e
por este motivo, Cecília, por ocasião de meu ingresso na família,
era uma espécie de matriarca, pois, Dona Maria, minha sogra, já
se encontrava com sérios problemas de saúde. Era ela quem
organizava tudo na sua casa e na de sua mãe.
Seu José, meu sogro, ficava à frente do armazém da família
que era ligado ao corpo da casa. O resto das indústrias de sabão,
bebidas, balas, bolachas e a padaria da família ele havia deixado
aos cuidados de seus filhos e enteados. O único que nunca
trabalhou nas indústrias foi meu marido, pois cursava a
faculdade de arquitetura no Rio de Janeiro.
Este é um pequeno apanhado da família apenas para quem
ler este relato se situe no tempo e no espaço familiar. Agora
quero apenas falar sobre esta pequena grande mulher chamada
Cecília e apelidada de “Tchitchi” pelos familiares.
Dona de uma figura de baixa estatura um pouco roliça, mas
dona de uma beleza externa e interna muito grande. Ela era
aquela pessoa com quem se podia contar sempre que se
precisasse, mesmo que fosse apenas para uma palavra amiga ou
um simples abraço. Era, enfim, a enfermeira da família.
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