Page 75 - RETALHOS DE UMA VIDA
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Maria “Nilza” de Campos Lepre
SURPRESAS DA VIDA. (13/1/2014)
Período em que morei com minha filha Isabella.
O dia amanheceu com uma leve ameaça de chuva, se cair
será bem-vinda para amenizar o calor e restaurar a umidade do
ar.
A manhã passou rapidamente sem grandes novidades.
Minha filha chegou para o almoço com um começo de
gripe. Enquanto fazíamos a refeição, colocamos nossos assuntos
em dia. Depois ela se dirigiu ao seu quarto a fim de fazer sua
higiene bucal e se deitar um pouco antes de sair para uma nova
etapa de trabalho de seu dia.
Sentei-me ao computador e comecei a verificação de meus
e-mails, quando de repente uma ventania assola o nosso prédio.
Foi uma batucada de portas batendo umas depois das outras. No
nosso apartamento, somente uma delas bateu violentamente, mas
não me preocupei com as outras, pois todas têm um peso que as
mantêm no lugar.
No momento pensei: "O vento realmente está muito forte,
pois conseguiu arrastar a porta e o peso que a segurava. Deixa
para lá, depois vou abri-la novamente."
Não me preocupei mais com o fato, nem fui verificar qual
havia se fechado.
Passado algum tempo, comecei a escutar uma voz abafada
me chamando:
- Mamãe me ajude!
Apurei os ouvidos e percebi que minha filha me chamava
de dentro do quarto. Fui até lá e constatei que a porta se
encontrava não só fechada, mas travada de uma forma que nem
ela puxando e eu nem empurrando, conseguíamos abri-la.
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