Page 93 - RETALHOS DE UMA VIDA
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Maria “Nilza” de Campos Lepre
Por este motivo nunca me preocupei com ataques de quem
quer que fosse, pois apesar de seu pequeno porte, era um leão na
defesa de minha família, e principalmente na minha.
Era minha companheira constante, onde eu estivesse,
podia procurar que a encontraria.
Por recomendação do veterinário, acabamos cruzando-a
com um outro cão da mesma raça, que meus pais possuíam.
Nasceram quatro filhotes, mas um nasceu morto.
Sua cria era linda, pois eles tinham as mesmas
características da mãe. Pelos longos muito brancos, com
manchas castanho-escuras.
Consegui doar dois filhotes, mas o terceiro que era uma
fêmea, minha filha Lis Maria adotou como dela. Chamava-se
Mani. Eu amava todos eles, mas, meu amor para com a Kika era
muito diferente, era especial.
O tempo passou rapidamente, foram ao todo 14 anos
distribuindo amor e carinho. Neste espaço de tempo, perdemos a
Caipira, envenenada por um vizinho, enquanto fazíamos um tour
pelo sul do Brasil.
Alguns anos à frente, surgiu em nossas vidas um
cachorrinho paulistinha, que tomou o coração de meu marido da
mesma forma que a Mikika havia tomado o meu. Ele tinha o pelo
curto na coloração branca com manchas pretas, o cotoco de rabo
que possuía estava sempre em movimento, tão alegre ele era.
Veio para alegrar nossa casa.
Kika acabou tendo um derrame e não mais conseguia
caminhar, somente se arrastava, mesmo assim não ficava
distante de mim. Por este motivo, arrumei um tapetinho
resistente, cobri com uma toalha e onde quer que fosse a
arrastava comigo.
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